5 perguntas, 1 indicação: Manuela Bisognin Custódio!

O 5 perguntas e 1 indicação é uma seção do nosso blog em que entrevistamos pessoas que admiramos bastante! A ideia aqui é compartilhar os valores, visões e opiniões de quem usa a criatividade e a educação como pontos-chaves para a sua atuação. Tudo isso para fazer com que as bases de uma educação mais criativa se espalhem cada vez mais, nos mais diferentes contextos.

E a nossa convidada de hoje é a Manuela Bisognin Custódio! A Manuela é professora, mãe, empreendedora, curiosa e “desacomodada”, como ela mesmo diz. (Hahaha!) Formada em Letras – Inglês, Mestre em Ensino de Línguas e Especialista em TIC Aplicadas à Educação, ela já trabalhou com ensino de língua inglesa para pré-adolescentes, adolescentes e adultos, em vários ambientes – escola, curso livre e pré-vestibular, por exemplo. Hoje, Manuela é professora do curso de Letras da Universidade Franciscana, em Santa Maria – RS (onde trabalha na formação de futuros professores) e sócia/diretora/professora da Escola de Idiomas PBF, da Fundação Fisk – também em Santa Maria. Vamos lá!

1. Para você, o que é criatividade?

Para mim, criatividade é o exercício de nossas habilidades de inspiração, inovação, autenticidade e transformação. É a maneira com a qual eu me reinvento em cada situação, a partir da minha visão de mundo. Penso que a curiosidade, o timing e a experiência permitem colocar tua criatividade em prática.

2. Como ser mais criativo no dia a dia?

No dia a dia, precisamos estimular nossas habilidades. Precisamos olhar o que nos cerca de forma mais inspiradora e, para cada momento, sermos mais intuitivos, curiosos, autênticos. Cada situação te permitirá e exigirá uma reação diferente, e é aí que a gente se reinventa. A vontade de se adaptar, de não se acomodar – aliada à busca, pesquisa e estudo – leva-nos à criatividade. 

3. Você acha que aprender um idioma novo tem impacto no potencial criativo da pessoa?

Muito! Aprender idiomas te permite conhecer outras culturas, costumes, mundos e visões diferentes. Assim como a criatividade é fundamental para estimular o interesse do aluno e motivar seu aprendizado, o idioma te proporciona acessar mais informações, aumentando o teu repertório e permitindo fazer mais associações!

4. Como atividades lúdicas impactam o aprendizado dos alunos?

Muitas pessoas pensam que ludicidade é “coisa de criança”, mas quem não adora uma dinâmica ou atividade diferente em sala de aula?! Não existe idade limite para estimular a aprendizagem, ainda mais se for mais dinâmica e próxima da realidade do aluno. Tanto alunos quanto professores conseguem visualizar melhor o que estão aprendendo ou estudando por meio de atividades mais leves, cheias de objetivos e significados, porém criativas, “diferentes” do tradicional. Elas te tiram do teu ponto de referência e estimulam ainda mais o exercício mental. 

5. Quais atividades você recomenda para os pais utilizarem em casa como forma de complementar o aprendizado do inglês da escola ou do curso?

Como professora, eu recomendaria diversas atividades, apps, livros… Agora, como mãe que tenta fazer os filhos de cobaia e professora, eu recomendo que os pais busquem inserir o idioma na rotina da casa. Seja ao assistir a desenhos e filmes, ao ouvir músicas, ler pequenas histórias ou até mesmo nas atividades mais essenciais, como chamar para almoçar, “mandar” para o banho, pedir que lave a louça ou que faça as tarefas da escola. Falar sobre viagens, países e culturas, mesmo que em português, mexe com a curiosidade! Tentem mostrar o idioma de forma natural, sem pressão, correção ou estudo de regras. Deixem que o idioma, seja ele qual for, apareça naturalmente na rotina. 

Indique alguma coisa que precisamos passar adiante (Filme, série, livro, qualquer coisa)!

Para estudar idiomas e conhecer o mundão aí fora, nada melhor do que ir à fonte! Tem perfis muito legais de nativos que nos dão verdadeiras aulas!!

Um perfil que super indico é do @talktoross. Irlandês apaixonado pelo Brasil, ele dá show ao falar de história, cultura e curiosidades. Um jeito diferente de aprender a aprimorar o idioma, sem focar o estudo mais tradicional da língua.

Para quem prefere perfis sobre pontos específicos da gramática da língua inglesa, indico o @corkenglishteacher. O John é uma mistura de gramática ambulante, com aplicação do inglês no dia a dia. Ambos têm canal no Youtube também. 

* Este artigo do Imagine-me foi revisado por Julio Cunha Neto, do Português de Boa.

Sobre piratas, âncoras e criatividade

Este texto foi escrito especialmente para o blog do Imagine-me pela Fabiana Gutierrez, da Carlotas.


É inegável que 2020 vai ser um ano de muitas mudanças. Mudar assusta, mas traz surpresas. E boas! Basta a gente estar aberto a elas. Dizem por aí que dentro de uma crise sempre há uma oportunidade. Verdade ou não, muitos dos nossos aprendizados vêm pelo erro, por tentar e falhar, por nos encontrarmos em uma situação desconfortável que nos leve à ação. Mas por que esperamos uma crise ou uma situação desconfortável para testar algo novo? O novo – o desconhecido -, muitas vezes, assusta! Preferimos a dor conhecida à insegurança da mudança. No entanto, quando nos aventuramos por esse lugar mágico que é o desconhecido, abrimos oportunidades de viver coisas que nunca imaginamos. 

E o que isso tem a ver com o brincar? TUDO! Na brincadeira, podemos ter um ambiente de experimentação e teste. Fazemos, falhamos, arrumamos e refazemos num espaço no qual o grande foco é a vivência. O brincar nos permite testar diferentes posturas que podem servir de referência em situações cotidianas, ensina-nos a intensidade e a criatividade, a observação e as hipóteses. Durante o brincar, estamos num estado de presença que nos faz focar o aqui e agora e, também por isso, ajuda a interromper fluxos automáticos de rotina que podem resultar em um estado de relaxamento, permitindo-nos sentir diversos benefícios.

Ao longo da nossa jornada para a vida adulta, muitos de nós deixamos de brincar – em diversas instâncias – e, com isso, perdemos recursos importantes para enfrentar situações desafiadoras, transformar crise em oportunidade e se conectar com o outro. 

Falar para brincar pode parecer, para alguns adultos, quase tão assustador quanto andar na prancha de um navio pirata. Por razões diferentes, transitar no universo adulto acaba nos afastando do brincar – esse momento que nos coloca, ao mesmo tempo, num lugar vulnerável de entrega, mas que também nos permite viver experiências de profunda conexão. Infelizmente, como adultos, acabamos nos aproximando cada vez mais da âncora e nos afastamos dos piratas. Ficamos seguros, mas perdemos a aventura. 

Brincar é uma forma real de aprendizagem, estimula a criatividade e a sociabilidade, aumenta o vocabulário e o repertório de vida, ajuda a reconhecer, lidar com as emoções e exercitar a empatia e estreita os vínculos com quem se brinca.

Vários especialistas podem confirmar tudo isso – e revelar muito mais benefícios do brincar. Eu trago tudo isso porque estou há mais de 40 anos brincando, com especialização em monitoria de crianças desde os 14, além de uma imersão de mais de 11 anos nos quais me aventurei na maternidade. Não é sempre que consigo vencer essa batalha entre me agarrar na âncora ou me juntar aos piratas navegando pelos mares, mas sei que vale a pena.  

Espero que você também descubra isso!

Fabiana Gutierrez

Carlotas é um negócio social que cria diálogos sobre a diversidade e promove o respeito e empatia entre as pessoas. Conheça mais em Carlotas.org.


* Este artigo do Imagine-me foi revisado por Julio Cunha Neto, do Português de Boa.

5 perguntas, 1 indicação: Rafael Martins!

O 5 perguntas e 1 indicação é uma seção do nosso blog em que entrevistamos pessoas que admiramos bastante! A ideia aqui é compartilhar os valores, visões e opiniões de quem usa a criatividade e a educação como bases para transformar a sociedade. São exemplos que podem inspirar mais gente, nos mais diferentes contextos.

Nosso segundo entrevistado (se você não leu o primeiro 5 perguntas, 1 indicação, com a profa. de matemática Maria Cláudia, veja aqui – depois de ler este, claro ;)) é o Rafael Martins, CEO e co-fundador do Share, uma empresa de educação em comunicação. Colunista em diversos veículos nacionais especializados, o Rafa estuda profundamente o mercado de comunicação no Brasil e no mundo, participando ativamente dos maiores eventos de comunicação globais e também palestra em diversos eventos e para algumas das maiores empresas e agências do mercado, como Twitter, Facebook, Nubank, McDonalds, Globo, Redbull, Grupo RBS, Bradesco, 99, Pinterest, entre tantas outras.

No nosso papo, o Rafa falou como ele aborda a criatividade no dia a dia e nas atividades educativas do Share. Tiramos alguns insights muito interessantes sobre como aplicar o potencial criativo das pessoas – independentemente do contexto! Olha só:

1. Para você, o que é criatividade?

Criatividade é sobre sobrevivência, temos que ser criativos o tempo todo para resolver problemas, achar soluções. Não só no trabalho, mas na nossa vida pessoal.

2. O que você faz para exercitar a sua criatividade e com que frequência?

Para mim, criatividade é sobre repertório e método. Por isso tento estudar muitos temas que não necessariamente são de meu interesse para aumentar minha visão sobre diversos assuntos e que isso me dê repertório para, quando precisar ser criativo, achar soluções. Acompanho perfis no Instagram bem criativos, pessoas e perfis de marca também.

3. Como a criatividade está presente no seu dia a dia como empresário?

Como empresário preciso ser diariamente criativo para criar novos produtos, soluções, resolver problemas, surpreender os clientes, pensar no crescimento da empresa, na gestão das pessoas e em tudo que envolve a comunicação da marca. Ser criativo é um skill vital para qualquer um que empreende.

4. O Share é um negócio voltado a educação em comunicação. Como surgiu esse foco?

Surgiu da necessidade de ter um formato de educação bem focado em método de ensino, curadoria e ser algo mais leve e marcante. Quando começamos, o marketing digital estava surgindo no Brasil, existiam poucos players, muitos deles com foco mais comercial e mais tradicionais. Entendemos que existia uma oportunidade para uma empresa nova nesse segmento, que trouxesse uma forma mais divertida de levar conteúdo para os profissionais.

5. Como você acha que será a relevância da criatividade para o futuro das profissões, especialmente as ligadas à comunicação?

É importante desmistificar que criatividade é um dom ou uma atividade de um profissional específico. Para muitos, é uma atividade de publicitários, mas formas criativas de levar uma mensagem são vitais para uma comunicação cada vez mais rápida, com pouca atenção das pessoas e muitos formatos pipocando o tempo todo em nossa frente. Ser criativo nesse cenário é vital, pois na maioria das vezes nossos olhos prestam atenção em algo que nunca viram. 

Ainda: diversos institutos de pesquisa já mostram que criatividade é uma das skills mais necessárias para um profissional contemporâneo e que traz ótimos resultados, pois é no dia a dia que ele precisa trazer resultados, onde a criatividade se faz mais necessária. Por isso, estudar métodos criativos, aumentar seu repertório, inspirar-se em pessoas, perfis e campanhas pode ajudar qualquer profissional. 

Indique alguma coisa que precisamos passar adiante (Filme, série, livro… Qualquer coisa!).

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@saquinhodelixo

* Este artigo do Imagine-me foi revisado por Julio Cunha Neto, do Português de Boa.