5 perguntas, 1 indicação: Tiago Henriques!

O 5 perguntas e 1 indica√ß√£o √© uma se√ß√£o do nosso blog em que entrevistamos algumas pessoas que admiramos bastante! A ideia aqui √© compartilhar os valores, vis√Ķes e opini√Ķes de pessoas que usam a criatividade e educa√ß√£o como bases para a sua atua√ß√£o. Tudo isso para fazer com que as bases de uma educa√ß√£o mais criativa se espalhem cada vez mais, nos mais diferentes contextos.

E o nosso convidado √© o Tiago Henriques, criador de conte√ļdo e educador no projeto Tira do papel. No projeto, Tiago cria explica√ß√Ķes visuais que ajudam pessoas a tirarem seus projetos do papel e fazer acontecer! Nas palavras do mesmo: ‚ÄúNem ‚Äėvai l√° e faz‚Äô nem frases motivacionais ‚Äď acredito no equil√≠brio de botar a m√£o na massa e encontrar um ritmo saud√°vel de cria√ß√£o que respeite sua rotina e sua sa√ļde mental‚ÄĚ.¬†

Vamos l√°!

1. Para você, o que é criatividade?

Conectar (ou combinar) ideias para resolver problemas (ou desafios).
Ou seja, é algo praticável e que pode ser atribuido a muitas áreas da vida.
De pintar um quadro a vender. De negociar seu sal√°rio a cozinhar ūüôā

2. O quão importante a criatividade foi (ou ainda é!) na sua jornada até aqui?

Sempre foi e sempre ser√° ūüėÄ
N√≥s lidamos com problemas todo dia ‚Äď eles n√£o somem, apenas mudam.
Ou seja, sempre precisaremos conectar ideias para resolvê-los (minha definição de criatividade).

O real desafio criativo é decidir:
– que tipo de problemas escolhemos resolver para nossa vida?
Рcomo resolvê-los de uma forma mais alinhada com meus valores e objetivos?

3. Você é uma pessoa que já passou por experiências significativas, como mudar de país e de carreira. Como essas mudanças levaram à criação do Tira do Papel?

As mudan√ßas pelas quais eu passei serviram como testes ūüôā
Se eu n√£o tivesse testado empregos diferentes, cargos diferentes e conhecido pessoas diferentes eu n√£o validaria nada. Eu teria apenas uma s√©rie de suposi√ß√Ķes e incertezas sobre o que gosto e n√£o gosto de fazer ūüôā

Os erros no trajeto tiveram tanto valor (ou mais) que os acertos. O Tira do papel foi um projeto paralelo onde busquei reunir (muitas!) coisas que eu validei que curtia.

4. Voc√™ fala bastante em criar conte√ļdo respeitando a sa√ļde mental de cada um, sem se pressionar demais. Na sua opini√£o, como podemos evitar o sentimento de ‚Äún√£o estou criando o suficiente para o meu p√ļblico‚ÄĚ?

Se nosso processo não for sustentável, ele vai, por definição, destruir nosso projeto.  Por isso, essa pergunta ajuda:

“O que eu consigo criar de forma sustent√°vel hoje?”

Independente do ‘suficiente’. Independente do que me dizem que eu deveria estar fazendo. Mesmo sabendo que (ainda!) n√£o √© onde voc√™ gostaria de chegar um dia. Quando inserimos o h√°bito de criar, tudo flui mais f√°cil. Aumentar a carga se torna poss√≠vel.

Para mim, √© sempre quest√£o de criar um processo sustent√°vel e que te fa√ßa gostar de fazer o que voc√™ faz. Voc√™ n√£o est√° perdendo tempo mesmo que esteja criando menos do que voc√™ considera suficiente. Est√° apenas construindo uma base forte para poder chegar l√° de forma sustent√°vel. Essa base vai aguentar o pr√©dio que voc√™ quer construir. Muita gente pula isso ‚Äď e o pr√©dio cai.

5. Tiago, nos diga: qual é o segredo para ser uma pessoa criativa de maneira constante?

Usando as mesmas palavras da pergunta: “Criando com const√Ęncia.” Essa resposta √© √≥bvia? Sim! Mas demanda investimento de tempo. Logo, √© exatamente o que quem tem esse desafio n√£o quer ouvir. Ela entra para a lista de ‘conceitos √≥bvios que a maioria das pessoas n√£o colocam em a√ß√£o’.

Muita gente espera uma solu√ß√£o ‘sexy’ e contraintuitiva. Algo que v√° acelerar o processo. Mas resultados incr√≠veis, na maioria das vezes, v√™m de conceitos super simples executados com const√Ęncia x tempo.

Pra finalizar, indique alguma coisa que precisamos passar adiante! (Filme, série, livro, qualquer coisa!)

Se voc√™ curte ler, o livro h√°bitos at√īmicos e qualquer newsletter ou artigo do James Clear me inspiram ūüôā

Se você curte escutar, o podcast do seanwes teve grande influência na minha carreira

Se você curte assistir, os vídeos do Ali Abdaal são muito enriquecedores

5 perguntas, 1 indicação: Alex Bretas!

O 5 perguntas e 1 indica√ß√£o √© uma se√ß√£o do nosso blog em que entrevistamos algumas pessoas que admiramos bastante! A ideia aqui √© compartilhar os valores, vis√Ķes e opini√Ķes de pessoas que usam a criatividade e educa√ß√£o como bases para a sua atua√ß√£o. Tudo isso para fazer com que as bases de uma educa√ß√£o mais criativa se espalhem cada vez mais, nos mais diferentes contextos.

E o nosso convidado √© o Alex Bretas! Mineiro, escritor, designer de comunidades de aprendizagem autodirigida e cantor nas horas vagas, o Alex trabalha e estuda aprendizagem autodirigida e novas formas de aprendizagem. Lan√ßou dois livros: ‚ÄúDoutorado Informal‚ÄĚ e ‚ÄúKit Educa√ß√£o Fora da Caixa‚ÄĚ. Hoje, ajuda as pessoas a ter foco, persistir e encontrar tempo na sua rotina para aprender.

1. Para você, o que é criatividade?

Recentemente, lancei junto com outros tr√™s coautores (Alexandre Santille, Conrado Schlochauer e Tonia Casarin) o livro ‚ÄúCore Skills: 10 habilidades essenciais para um mundo em transforma√ß√£o‚ÄĚ. Um dos cap√≠tulos aborda a criatividade. Gosto bastante do conceito que desenvolvemos l√°, que diz que ser criativo √© a capacidade de enxergar o invis√≠vel a partir de combina√ß√Ķes inesperadas entre as coisas. A pessoa criativa desenvolve um repert√≥rio rico e diverso o suficiente para possibilitar uma ‚Äúrede de perambula√ß√Ķes mentais‚ÄĚ que leva √† inova√ß√£o. Al√©m disso, ela entende como funciona seu pr√≥prio processo criativo e est√° conectada a alguma fonte de motiva√ß√£o intr√≠nseca ‚ÄĒ isto √©, algo que a energiza e a faz levantar da cama todos os dias. A criatividade √© muito mais prov√°vel de emergir quando estamos realizando algo porque queremos e/ou porque faz sentido, em vez de estarmos obedecendo ao comando de algu√©m.

2. Hoje em dia se fala muito na autonomia como um dos pilares da educação. Na sua visão, que elementos ao longo da história do desenvolvimento dos nossos modelos de educação levaram a essa conclusão? E qual será o papel da autonomia na educação do futuro?

Um primeiro ponto importante √© que a autonomia nos processos educacionais √© muito mais falada do que praticada de fato. E isso ocorre porque estamos vivendo uma in√©rcia sem precedentes em nossos sistemas de educa√ß√£o: desde o s√©culo XVIII, m√©todos como aulas expositivas, provas escritas e puni√ß√Ķes e recompensas v√™m sendo utilizados. A vis√£o baseada na autonomia e na liberdade das pessoas em perseguirem seus pr√≥prios objetivos de aprendizado se fortaleceu a partir de algumas perspectivas da Filosofia, da Literatura e da Psicologia ‚ÄĒ notadamente em Rousseau, Tolstoi e em certas compreens√Ķes da psican√°lise. Mas os imperativos da evangeliza√ß√£o e da industrializa√ß√£o em massa foram certamente mais fortes do que esses movimentos.

A autonomia √© cr√≠tica para a educa√ß√£o do futuro porque √© a partir dela que as pessoas conseguem criar coisas novas, para al√©m de reproduzirem coisas velhas. Uma educa√ß√£o heterodirigida ‚ÄĒ isto √©, em que o outro dirige o que eu aprendo ‚ÄĒ invariavelmente gera pessoas e profissionais mais h√°beis em reproduzir do que em criar. E o futuro vem com problemas novos que requerem solu√ß√Ķes novas.

3. O que significa aprendizagem autodirigida e como ela se aplicaria ao aprendizado infantil?

Aprendizagem autodirigida significa o aprendiz tomando controle sobre seu próprio processo educacional. Nesse processo, ele define o que quer aprender, como, com quem, quando, onde e por quê. Ele decide se e quando faz sentido participar de iniciativas educacionais formais (por exemplo, cursos), e, mesmo nesses espaços, ele busca preservar ao máximo sua autodireção. Aprender de maneira autodirigida, nesse sentido, é o mesmo que aprender sem se submeter.

Blake Boles, cujo livro ‚ÄúA Arte da Aprendizagem Autodirigida‚ÄĚ eu traduzi alguns anos atr√°s, tem uma defini√ß√£o de aprendizado autodirigido baseada em 4 pilares:

  • Estudar ou praticar algo porque aquilo √© importante, significativo ou prazeroso pra voc√™;
  • Buscar proativamente as ajudas e parcerias que voc√™ precisa ao longo desse caminho;
  • Definir os pr√≥prios crit√©rios de sucesso em rela√ß√£o ao seu aprendizado;
  • Assumir a responsabilidade final pelo resultado de seus esfor√ßos.

Quanto mais a aprendizagem se reveste desses quatro princípios, mais ela pode ser chamada de autodirigida.

4. Como pais, professores ou profissionais que lidam com educação de forma abrangente podem incentivar o aprendizado autodirigido?

Uma das coisas mais importantes √© n√£o atrapalhar. Infelizmente, pais, professores e profissionais da educa√ß√£o de forma ampla costumam atrapalhar muito com suas interven√ß√Ķes e direcionamentos. √Č fundamental dar espa√ßo, observar de longe e simplesmente deixar a crian√ßa, adolescente ou adulto experimentar as situa√ß√Ķes da vida ‚ÄĒ t√©dio, inclusive. E, em paralelo, desenvolver uma conex√£o √≠ntima de amizade com o aprendiz para que ele sinta que pode recorrer a voc√™, se necess√°rio.

Outra coisa importante √© prestar aten√ß√£o aos contextos, espa√ßos e rela√ß√Ķes nos quais a crian√ßa, adolescente ou adulto habita. Esses elementos t√™m o poder de moldar decis√Ķes e comportamentos. Se o filho tem pais que gostam muito de ler e livros e revistas por toda a casa, n√£o vai demorar para ele demonstrar interesse em leitura por conta pr√≥pria, por exemplo. As crian√ßas (e tamb√©m os adultos) s√£o muito influenciados pelo ambiente e pelas pessoas ao seu redor.

5. Qual foi o papel da criatividade na tua jornada do auto aprendizado?

Foi absolutamente fundamental, dado que minha jornada foi acima de tudo um processo de cria√ß√£o, e n√£o de reprodu√ß√£o. A partir de tudo que absorvi sobre projetos, pessoas, redes, conceitos e pr√°ticas que me interessavam, sinto que eu ‚Äúpari‚ÄĚ algo √ļnico. A ‚Äúantropofagia‚ÄĚ que ocorreu no momento em que eu escrevia os livros resultantes da minha jornada serve de base at√© hoje para todos os projetos educacionais nos quais me envolvo. Pra mim, percursos de aprendizagem autodirigidos s√£o an√°logos a processos de nascimento. E n√£o h√° nada mais criativo do que uma nova vida que emerge no mundo.

Indique alguma coisa que precisamos passar adiante! (Filme, série, livro, qualquer coisa!)

Sempre indico o livro ‚ÄúEduca√ß√£o democr√°tica: o come√ßo de uma hist√≥ria‚ÄĚ, de Yaacov Hecht, um educador israelense que foi pioneiro na cria√ß√£o do movimento das escolas democr√°ticas. No cap√≠tulo 3 desse livro, Yaacov criou um modelo para explicar como ocorre a aprendizagem que considero ‚Äúcriadora‚ÄĚ. √Č simplesmente maravilhoso.

* Este artigo do Imagine-me foi revisado por Julio Cunha Neto, do Português de Boa.

5 perguntas, 1 indicação: Felipe Zamana!

O 5 perguntas e 1 indica√ß√£o √© uma se√ß√£o do nosso blog em que entrevistamos algumas pessoas que admiramos bastante! A ideia aqui √© compartilhar os valores, vis√Ķes e opini√Ķes de pessoas que usam a criatividade e a educa√ß√£o como princ√≠pios da sua atividade. Tudo isso para fazer com que as bases de uma educa√ß√£o mais criativa se espalhem cada vez mais, nos mais diferentes contextos.

E o nosso convidado desta vez √© o Felipe Zamana! Ele √© coordenador pedag√≥gico e l√≠der nacional (Portugal) do World Creativity Day e fundador do Criatividade a S√©rio. √Č professor de criatividade, pesquisador acad√™mico e palestrante TEDx. Atualmente, dedica-se a explorar processos criativos, criatividade aplicada √† educa√ß√£o, ao crescimento e desenvolvimento pessoal e, em breve, publicar√° seu primeiro livro sobre criatividade.

Vamos l√°!

1. Para você, o que é criatividade?

A criatividade √© um fen√īmeno social que vai do micro para o macro, do presente para o futuro. Ela come√ßa na nossa cabe√ßa, nas nossas pr√≥prias ideias; quando toma forma, ela √© apresentada para o grupo de pessoas em que aquela ideia se encaixa, e, ent√£o, essas pessoas ir√£o avaliar se a ideia √© realmente criativa (ou seja, se √© nova, relevante e gerou valor para elas). Como n√£o podemos mudar o passado, trabalhamos no presente para moldar o futuro.

2. A criatividade é um assunto que recebe bastante atenção atualmente. Mas, junto com toda essa exposição, vem muita desinformação. Quais são os mitos mais comuns relacionados à criatividade?

Na maioria das vezes, esses mitos nada mais s√£o do que antigas defini√ß√Ķes de criatividade. Ou seja, cren√ßas comuns do que se acreditava ser a manifesta√ß√£o criativa antigamente. Acreditava-se que a criatividade surgia atrav√©s da inspira√ß√£o divina, por exemplo. Posteriormente, com os estudos da intelig√™ncia no in√≠cio do s√©culo XIX, a criatividade passou a ser vista como loucura, talento inato ou at√© mesmo genialidade, com uma linha muito t√™nue separando-as.

Hoje em dia, com a sua populariza√ß√£o, surgiram novos mitos que s√£o repetidos como mantras por cada vez mais ‚Äúespecialistas‚ÄĚ, perpetuando a desinforma√ß√£o. O maior problema dos mitos modernos da criatividade √© que s√£o compostos por meias-verdades, ou seja, abordam apenas parte do que realmente a criatividade representa, e por isso se tornam t√£o tentadores de se acreditar. Por exemplo, √© muito falado que a criatividade √© uma ‚Äúhabilidade e/ou ferramenta para solucionar problemas‚ÄĚ. Nessa frase aparentemente inofensiva, habitam nada menos do que tr√™s mitos modernos da criatividade. N√£o vou dizer quais s√£o para provoc√°-lo a refletir (sim, vou mesmo fazer isso!).

3. Como eu posso descobrir qual é o meu tipo de criatividade?

A melhor maneira para descobrir qual √© o seu tipo de criatividade √© por meio do autoestudo. Apenas entendendo como voc√™ funciona e como te d√° maior prazer ao criar √© que poder√° descobrir como a sua atitude criadora se manifesta. Perceba que falei aqui em atitude “criadora”, e n√£o “criativa”. Quem vai decidir se a sua cria√ß√£o √© criativa ou n√£o √© o grupo no qual ela est√° inserida.

4. A partir do conhecimento do meu tipo de criatividade, como posso maximizar o meu potencial criativo?

Ao entender como você funciona e qual é a melhor maneira para criar, é possível tornar o processo criativo muito mais prazeroso e, consequentemente, mais produtivo. Se você se diverte ao criar seja o que for, é natural que a qualidade do produto final da sua criação seja superior, pois aquilo te deu prazer ao fazer. Porém, para chegarmos a esse nível de criar com prazer, é preciso nos entender muito bem, ou seja, conhecer todas as peças do motor e seu funcionamento, e não só dirigir o carro.

5. Muito se fala sobre mudan√ßas na rela√ß√£o entre m√°quinas e pessoas no futuro, em que m√°quinas ir√£o ‚Äúroubar‚ÄĚ os empregos de muitas pessoas. Na sua opini√£o, qual ser√° a import√Ęncia da criatividade como atributo de diferencia√ß√£o profissional no futuro em compara√ß√£o ao que acontece hoje?

Atualmente vivemos uma realidade industrial: linear, repetitiva, segmentada e previs√≠vel. Consequentemente, a maioria dos empregos que temos hoje √© fruto desse tipo de pensamento: que s√£o facilmente substitu√≠veis por uma m√°quina – que tem capacidade de executar aquela fun√ß√£o com maior precis√£o, seguran√ßa e produtividade do que qualquer ser humano. Isso √© √≥timo, porque nenhum ser humano se sente realizado, √ļtil e relevante num trabalho assim. Para nos sentirmos realizados, √ļteis e relevantes, precisamos de liberdade para criar, sermos capazes de dar asas para nossa pr√≥pria imagina√ß√£o. S√≥ assim seremos realmente felizes e satisfeitos em nossas vidas.

O ser humano √© naturalmente criador. Por isso, n√£o me impressiona que estejamos substituindo essas fun√ß√Ķes repetitivas e mon√≥tonas por m√°quinas. Entretanto, n√£o h√° por que tem√™-las, pois elas nos substituir√£o apenas nessas fun√ß√Ķes. Qualquer fun√ß√£o que exija criatividade e uma vis√£o mais generalista de mundo, que consiga integrar e relacionar diferentes √°reas, dificilmente ser√° substitu√≠da por uma m√°quina. Investir na criatividade √© investir naquilo que nos faz humanos, sendo a melhor aposta para o profissional do futuro.

Indique alguma coisa que precisamos passar adiante! (Filme, série, livro, qualquer coisa!)

Os livros do Austin Kleon (@austinkleon)

Documentário Everything is a Remix, do Kirby Ferguson (disponível no Youtube)

A Universidade Criativa, por onde lan√ßarei um curso sobre Criatividade em breve ūüėČ (@universidade.criativa)

* Este artigo do Imagine-me foi revisado por Julio Cunha Neto, do Português de Boa.

5 perguntas, 1 indicação: Manuela Bisognin Custódio!

O 5 perguntas e 1 indica√ß√£o √© uma se√ß√£o do nosso blog em que entrevistamos pessoas que admiramos bastante! A ideia aqui √© compartilhar os valores, vis√Ķes e opini√Ķes de quem usa a criatividade e a educa√ß√£o como pontos-chaves para a sua atua√ß√£o. Tudo isso para fazer com que as bases de uma educa√ß√£o mais criativa se espalhem cada vez mais, nos mais diferentes contextos.

E a nossa convidada de hoje √© a Manuela Bisognin Cust√≥dio! A Manuela √© professora, m√£e, empreendedora, curiosa e ‚Äúdesacomodada‚ÄĚ, como ela mesmo diz. (Hahaha!) Formada em Letras ‚Äď Ingl√™s, Mestre em Ensino de L√≠nguas e Especialista em TIC Aplicadas √† Educa√ß√£o, ela j√° trabalhou com ensino de l√≠ngua inglesa para pr√©-adolescentes, adolescentes e adultos, em v√°rios ambientes ‚Äď escola, curso livre e pr√©-vestibular, por exemplo. Hoje, Manuela √© professora do curso de Letras da Universidade Franciscana, em Santa Maria ‚Äď RS (onde trabalha na forma√ß√£o de futuros professores) e s√≥cia/diretora/professora da Escola de Idiomas PBF, da Funda√ß√£o Fisk ‚Äď tamb√©m em Santa Maria. Vamos l√°!

1. Para você, o que é criatividade?

Para mim, criatividade √© o exerc√≠cio de nossas habilidades de inspira√ß√£o, inova√ß√£o, autenticidade e transforma√ß√£o. √Č a maneira com a qual eu me reinvento em cada situa√ß√£o, a partir da minha vis√£o de mundo. Penso que a curiosidade, o timing e a experi√™ncia permitem colocar tua criatividade em pr√°tica.

2. Como ser mais criativo no dia a dia?

No dia a dia, precisamos estimular nossas habilidades. Precisamos olhar o que nos cerca de forma mais inspiradora e, para cada momento, sermos mais intuitivos, curiosos, aut√™nticos. Cada situa√ß√£o te permitir√° e exigir√° uma rea√ß√£o diferente, e √© a√≠ que a gente se reinventa. A vontade de se adaptar, de n√£o se acomodar ‚Äď aliada √† busca, pesquisa e estudo ‚Äď leva-nos √† criatividade.¬†

3. Você acha que aprender um idioma novo tem impacto no potencial criativo da pessoa?

Muito! Aprender idiomas te permite conhecer outras culturas, costumes, mundos e vis√Ķes diferentes. Assim como a criatividade √© fundamental para estimular o interesse do aluno e motivar seu aprendizado, o idioma te proporciona acessar mais informa√ß√Ķes, aumentando o teu repert√≥rio e permitindo fazer mais associa√ß√Ķes!

4. Como atividades l√ļdicas impactam o aprendizado dos alunos?

Muitas pessoas pensam que ludicidade √© ‚Äúcoisa de crian√ßa‚ÄĚ, mas quem n√£o adora uma din√Ęmica ou atividade diferente em sala de aula?! N√£o existe idade limite para estimular a aprendizagem, ainda mais se for mais din√Ęmica e pr√≥xima da realidade do aluno. Tanto alunos quanto professores conseguem visualizar melhor o que est√£o aprendendo ou estudando por meio de atividades mais leves, cheias de objetivos e significados, por√©m criativas, ‚Äúdiferentes‚ÄĚ do tradicional. Elas te tiram do teu ponto de refer√™ncia e estimulam ainda mais o exerc√≠cio mental.¬†

5. Quais atividades você recomenda para os pais utilizarem em casa como forma de complementar o aprendizado do inglês da escola ou do curso?

Como professora, eu recomendaria diversas atividades, apps, livros… Agora, como m√£e que tenta fazer os filhos de cobaia e professora, eu recomendo que os pais busquem inserir o idioma na rotina da casa. Seja ao assistir a desenhos e filmes, ao ouvir m√ļsicas, ler pequenas hist√≥rias ou at√© mesmo nas atividades mais essenciais, como chamar para almo√ßar, ‚Äúmandar‚ÄĚ para o banho, pedir que lave a lou√ßa ou que fa√ßa as tarefas da escola. Falar sobre viagens, pa√≠ses e culturas, mesmo que em portugu√™s, mexe com a curiosidade! Tentem mostrar o idioma de forma natural, sem press√£o, corre√ß√£o ou estudo de regras. Deixem que o idioma, seja ele qual for, apare√ßa naturalmente na rotina.¬†

Indique alguma coisa que precisamos passar adiante (Filme, série, livro, qualquer coisa)!

Para estudar idiomas e conhecer o mundão aí fora, nada melhor do que ir à fonte! Tem perfis muito legais de nativos que nos dão verdadeiras aulas!!

Um perfil que super indico é do @talktoross. Irlandês apaixonado pelo Brasil, ele dá show ao falar de história, cultura e curiosidades. Um jeito diferente de aprender a aprimorar o idioma, sem focar o estudo mais tradicional da língua.

Para quem prefere perfis sobre pontos específicos da gramática da língua inglesa, indico o @corkenglishteacher. O John é uma mistura de gramática ambulante, com aplicação do inglês no dia a dia. Ambos têm canal no Youtube também. 

* Este artigo do Imagine-me foi revisado por Julio Cunha Neto, do Português de Boa.

5 perguntas, 1 indicação: Rafael Martins!

O 5 perguntas e 1 indica√ß√£o √© uma se√ß√£o do nosso blog em que entrevistamos pessoas que admiramos bastante! A ideia aqui √© compartilhar os valores, vis√Ķes e opini√Ķes de quem usa a criatividade e a educa√ß√£o como bases para transformar a sociedade. S√£o exemplos que podem inspirar mais gente, nos mais diferentes contextos.

Nosso segundo entrevistado (se você não leu o primeiro 5 perguntas, 1 indicação, com a profa. de matemática Maria Cláudia, veja aqui Рdepois de ler este, claro ;)) é o Rafael Martins, CEO e co-fundador do Share, uma empresa de educação em comunicação. Colunista em diversos veículos nacionais especializados, o Rafa estuda profundamente o mercado de comunicação no Brasil e no mundo, participando ativamente dos maiores eventos de comunicação globais e também palestra em diversos eventos e para algumas das maiores empresas e agências do mercado, como Twitter, Facebook, Nubank, McDonalds, Globo, Redbull, Grupo RBS, Bradesco, 99, Pinterest, entre tantas outras.

No nosso papo, o Rafa falou como ele aborda a criatividade no dia a dia e nas atividades educativas do Share. Tiramos alguns insights muito interessantes sobre como aplicar o potencial criativo das pessoas Рindependentemente do contexto! Olha só:

1. Para você, o que é criatividade?

Criatividade √© sobre sobreviv√™ncia, temos que ser criativos o tempo todo para resolver problemas, achar solu√ß√Ķes. N√£o s√≥ no trabalho, mas na nossa vida pessoal.

2. O que você faz para exercitar a sua criatividade e com que frequência?

Para mim, criatividade √© sobre repert√≥rio e m√©todo. Por isso tento estudar muitos temas que n√£o necessariamente s√£o de meu interesse para aumentar minha vis√£o sobre diversos assuntos e que isso me d√™ repert√≥rio para, quando precisar ser criativo, achar solu√ß√Ķes. Acompanho perfis no Instagram bem criativos, pessoas e perfis de marca tamb√©m.

3. Como a criatividade est√° presente no seu dia a dia como empres√°rio?

Como empres√°rio preciso ser diariamente criativo para criar novos produtos, solu√ß√Ķes, resolver problemas, surpreender os clientes, pensar no crescimento da empresa, na gest√£o das pessoas e em tudo que envolve a comunica√ß√£o da marca. Ser criativo √© um skill vital para qualquer um que empreende.

4. O Share é um negócio voltado a educação em comunicação. Como surgiu esse foco?

Surgiu da necessidade de ter um formato de educa√ß√£o bem focado em m√©todo de ensino, curadoria e ser algo mais leve e marcante. Quando come√ßamos, o marketing digital estava surgindo no Brasil, existiam poucos players, muitos deles com foco mais comercial e mais tradicionais. Entendemos que existia uma oportunidade para uma empresa nova nesse segmento, que trouxesse uma forma mais divertida de levar conte√ļdo para os profissionais.

5. Como voc√™ acha que ser√° a relev√Ęncia da criatividade para o futuro das profiss√Ķes, especialmente as ligadas √† comunica√ß√£o?

√Č importante desmistificar que criatividade √© um dom ou uma atividade de um profissional espec√≠fico. Para muitos, √© uma atividade de publicit√°rios, mas formas criativas de levar uma mensagem s√£o vitais para uma comunica√ß√£o cada vez mais r√°pida, com pouca aten√ß√£o das pessoas e muitos formatos pipocando o tempo todo em nossa frente. Ser criativo nesse cen√°rio √© vital, pois na maioria das vezes nossos olhos prestam aten√ß√£o em algo que nunca viram. 

Ainda: diversos institutos de pesquisa j√° mostram que criatividade √© uma das skills mais necess√°rias para um profissional contempor√Ęneo e que traz √≥timos resultados, pois √© no dia a dia que ele precisa trazer resultados, onde a criatividade se faz mais necess√°ria. Por isso, estudar m√©todos criativos, aumentar seu repert√≥rio, inspirar-se em pessoas, perfis e campanhas pode ajudar qualquer profissional. 

Indique alguma coisa que precisamos passar adiante (Filme, série, livro… Qualquer coisa!).

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@pablo.rochat

@unnecessaryinventions

@superwrongmagazine

@saquinhodelixo

* Este artigo do Imagine-me foi revisado por Julio Cunha Neto, do Português de Boa.

5 perguntas, 1 indicação: Maria Claudia!

O 5 perguntas e 1 indica√ß√£o √© uma se√ß√£o do nosso blog em que entrevistamos pessoas que admiramos bastante! A ideia aqui √© compartilhar os valores, vis√Ķes e opini√Ķes de quem usa a criatividade e a educa√ß√£o como bases para transformar a sociedade. S√£o exemplos que podem inspirar mais gente, nos mais diferentes contextos.

A nossa primeira convidada é a Maria Cláudia Schmitt Araujo, professora de matemática do Colégio Sagrada Família e da Escola Internacional UNISOCIESC, além de mestranda da UFSC Рtudo isso em Blumenau, Santa Catarina. Conversamos um pouco com ela sobre a aplicação da criatividade e de recursos pedagógicos diferenciados na sala de aula (e na matemática!). O papo foi muito interessante, olha só:

1. Para você, o que é criatividade?

Criatividade √© um pouco da maneira como voc√™ enxerga as coisas: talvez minha maneira de ser criativa pode ser diferente da sua… e, ao mesmo, tempo √© tentar – n√£o inovar! – mas fazer algo diferente. Acho que criatividade √© voc√™ se reinventar um pouco, pensar de maneira diferente e criar algo novo pra voc√™.

2. Como a criatividade entra no dia a dia da sala de aula?

Pro professor, durante toda a aula. Desde o planejamento, quando ele come√ßa a pensar em algo diferente pra introduzir um conte√ļdo novo, algo mais contextualizado… algo pra prender a aten√ß√£o do aluno. Tamb√©m precisa ser criativo na hora que vai passar isso pros alunos, porque voc√™ pode planejar de uma maneira, mas o jeito com que voc√™ fala – que voc√™ age com seus alunos – n√£o passa a mesma ideia do que voc√™ planejou.

Na hora de avaliar os alunos, tamb√©m: seja avaliar por meio de uma avalia√ß√£o mesmo, como uma prova, ou por meio de um trabalho, ou at√© avalia√ß√£o di√°ria. Se os alunos realmente entenderam o conte√ļdo, voc√™ tem que ter uma maneira diferente de verificar isso com eles. E, tamb√©m, no p√≥s-aula, que √© quando voc√™ reflete se aquilo realmente atingiu o objetivo que voc√™ queria ou se precisa mudar para a pr√≥xima aula. Enfim: como isso vai interferir no andamento das suas aulas.

3. Quais recursos pedagógicos você usa nas suas aulas?

Na matem√°tica, a gente acaba de alguma maneira se apegando ao tradicional. Mas eu tento sempre trazer os conte√ļdos para a realidade. Meus alunos d√£o risada porque todos os exemplos que eu dou, em todo e qualquer conte√ļdo, tem comida: bolo, pizza, bala, chocolate… Independente se √© fra√ß√£o, se a gente t√° falando de geometria, trabalhando com m√ļltiplos… Em qualquer conte√ļdo eu envolvo comida – uma coisa minha, quase uma marca registrada! Eu sou um pouco apegada com o quadro, ent√£o tenho muito costume de manter o registro em quadro, caderno… 

Em matemática, por mais que você traga algo diferenciado, é no exercício que o aluno vê se ele realmente entendeu e você pode transformar esse exercício de uma maneira diferente.

As provas deles, por exemplo, costumam ter situa√ß√Ķes das quais a gente falou em sala de aula e at√© brincadeiras nossas. Em vez de usar nomes aleat√≥rios, eu procuro sempre usar o nome deles. Ent√£o, eles se identificam e d√£o risada durante a prova porque eles est√£o ali. 

Al√©m disso, no Sagrada Fam√≠lia cada aluno recebe [para uso em sala de aula] um Chromebook. Ent√£o, quest√Ķes de pesquisa facilitam um pouco, e fazemos tamb√©m a avalia√ß√£o por meio do computador, com formul√°rio do Google. Conte√ļdos mais te√≥ricos, que s√£o mais chatinhos de avaliar com eles, eu fa√ßo dessa forma pra ficar um pouquinho diferente. A gente tem a cozinha √† disposi√ß√£o, ent√£o tamb√©m tentamos fazer algumas aulas de culin√°ria dentro do conte√ļdo. Exemplo: se estamos trabalhando medidas de massa, vamos √† cozinha fazer uma receita em que voc√™ precisa usar a balan√ßa, em que voc√™ vai pensar em quilogramas, gramas, e assim por diante. 

Mas eu acho que você tendo VOCÊ e sabendo usar isso a seu favor já é um recurso excelente! O aluno precisa de algo que prenda a atenção dele, então às vezes você tem à sua disposição mil e uma coisas diferentes, mas a sua aula não prende, não fascina, não desperta nada.

E às vezes com o mínimo de recurso você transforma sua aula em algo que para os alunos é extraordinário.

Eu sou bem do simples, do ‚Äúmenos √© mais‚ÄĚ, e procuro atender a aten√ß√£o deles nesse ponto. Quando eu vejo que t√° muito mon√≥tono, que eles est√£o muito quietos, eu grito mesmo! [Risos] Eu dou uns gritos, pra ver se t√° todo mundo acordado, se t√° todo mundo bem. Alguns d√£o uns pulos da cadeira, mas eles j√° est√£o acostumados. [Risos] Ent√£o, eles sabem que aquele momento √© pra ver se t√° todo mundo realmente prestando aten√ß√£o.

4. D√° pra exercitar a criatividade ensinando (e aprendendo) matem√°tica, ent√£o?

Ensinando, sim, e aprendendo, tamb√©m! A gente costuma, principalmente em resolu√ß√£o de problemas, tentar ver se tem mais de uma maneira [de resolver o problema]: ‚ÄúEu s√≥ posso responder dessa maneira? Eu posso fazer de outra?‚ÄĚ Ou, √†s vezes, o simples fato de tu perguntares pra eles: ‚ÄúBeleza, estamos vendo multiplica√ß√£o.. onde que voc√™s j√° viram multiplica√ß√£o na vida de voc√™s? Onde podemos usar? A gente pode n√£o usar, mas ser√° que algu√©m t√° usando nesse momento em alguma coisa?.‚ÄĚ Trazer essa reflex√£o do dia a dia e procurar a aplica√ß√£o j√° √© um meio de criatividade. Procurar sempre as maneiras diferentes de resolver um problema tamb√©m √© uma forma de ser criativo, n√©?

5. Quais são as tendências atuais que você observa com relação a recursos pedagógicos que fomentem práticas criativas em sala de aula?

T√° cada vez mais dif√≠cil prender a aten√ß√£o do aluno. Eles t√™m √† disposi√ß√£o muita coisa e, hoje em dia, tu fazes qualquer coisa com teu celular – e eles, cada vez mais cedo, t√™m acesso a isso. Em sala de aula, os alunos perdem o interesse muito r√°pido, questionam cada vez mais cedo. √Č o cl√°ssico ‚Äúpor que eu tenho que aprender isso?‚ÄĚ ou ‚Äúonde eu vou usar isso na minha vida?‚ÄĚ. Ent√£o, eu acho que uma tend√™ncia atual √© cada vez mais trazer teus conte√ļdos pra realidade.

Instigar, despertar o interesse do aluno, acho que isso é uma das coisas mais difíceis por conta desse acesso muito fácil a tudo quanto é tipo de informação.

Hoje tamb√©m eles te enfrentam, questionam mais. Ent√£o, uma coisa que funciona √© tu traz√™-los para a tecnologia. O simples fato de eu transformar uma prova do papel para o computador, pra eles, j√° √© algo impressionante! Traz uma aten√ß√£o maior. Muitas vezes √© exatamente a mesma coisa, mas o fato de eles n√£o precisarem escrever no papel e, sim, olhar na tela do computador j√° √© diferente. 

O que eu tenho sentido agora com essa situa√ß√£o que a gente t√° vivendo, essa quest√£o de quarentena e aulas remotas, √© o quanto √© importante a gente concentrar os conte√ļdos e realmente passar o necess√°rio pra eles.

Se já é difícil prender a atenção deles em sala de aula Рem que você está, chama a atenção, traz ele pra perto, pergunta, instiga e estimula a participação -, com as aulas remotas é muito mais difícil! Eles aguentam ficar cinco, seis horas direto maratonando séries, mas não aguentam ficar 40 minutos escutando explicação do professor. Então, de alguma maneira, tu tens que trazer isso mais pra perto deles também, é um novo desafio. Quanto mais conseguirmos entrar no universo deles, melhor pra gente e pro aprendizado deles, também.

Indique alguma coisa que precisamos passar adiante! (Filme, série, livro, qualquer coisa!)

Apesar de ser um filme antigo, mas principalmente por esse momento que a gente t√° vivendo, √© bem importante (e eu gosto bastante!) o filme Divertidamente! A gente tem que entender que quando a gente n√£o t√° bem, t√° tudo bem tamb√©m! E que temos que extrair – at√© das coisas ruins – bons ensinamentos pra gente viver em paz. Essa seria minha indica√ß√£o pra entendermos um pouquinho melhor como funciona a nossa cabe√ßa e entender que, √†s vezes, vai t√° tudo bem, vai t√° tudo bom, √†s vezes n√£o vai… Todo mundo erra, todo mundo tem dias mais tristes, tem arrependimentos maiores e a gente tem que aprender a viver com tudo isso.

* Este artigo do Imagine-me foi revisado por Julio Cunha Neto, do Português de Boa.