Montando uma galeria de arte em plena sala de aula!

galeria de arte na sala de aula

Voc√™ se lembra da √ļltima vez que visitou uma galeria de arte?
Ou um museu, mesmo que aqueles a céu aberto?

Mesmo que n√£o se lembre, voc√™ certamente tem uma ideia geral de como √© a ‚Äúexperi√™ncia de museu‚ÄĚ!

Muitos quadros expostos..
Pintores famosos, estrelas em ascensão e algumas esculturas também estão por ali.
Aquele ambiente onde voc√™ respira arte…

experiência de museu

Mas é um pouco chato ter que ir até um museu, e ainda, muitas vezes, desprender um ingresso salgado só pra entrar né?

E se a gente dissesse que você não precisa ir até o museu, mas que ele pode vir até você?

A sala de aula pode virar uma grande galeria de arte, repleta de aprendizado e criatividade.
Professora, pegue essas dicas: ūüôā

Por que usar arte no ensino

A arte pode fazer a diferen√ßa na vida das pessoas. No ensino, traz v√°rias contribui√ß√Ķes, entre elas: 

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Adquirir novas
habilidades

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Enxergar diferentes perspectivas e sensa√ß√Ķes

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Trabalhar a
criatividade

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Exercitar
as emo√ß√Ķes

Al√©m disso, as crian√ßas podem se desenvolver n√£o apenas cognitivamente, mas tamb√©m social e emocionalmente. √Č por meio da arte que os alunos aprendem a ver o mundo com outros olhos e sob outros pontos de vista, aprimorando a linguagem e a intelig√™ncia emocional.

Vamos montar nossa galeria?

A ideia aqui √© criar uma galeria‚Ķ mas para isso precisamos das artes, certo? Voc√™ pode come√ßar propondo para os alunos a cria√ß√£o de pe√ßas com o prop√≥sito espec√≠fico da exposi√ß√£o. Ela ser√° tem√°tica? Pode-se aproveitar aqui para a introdu√ß√£o de alguns assuntos mais te√≥ricos pr√©-produ√ß√£o. Que tal fazer uma homenagem √† semana de 1922? Ou ent√£o, focar em algum artista e todo mundo utilizar ele como inspira√ß√£o? Ou ainda, pensar a rela√ß√£o com alguma data comemorativa que seja importante para o grupo. 

De acordo com a enciclop√©dia Britannica, ARTE √© um objeto ou uma experi√™ncia com o intuito de expressar emo√ß√Ķes e ideias. As galerias de arte s√£o espa√ßos destinados a pinturas, esculturas, instala√ß√Ķes e todas as formas de express√£o das artes visuais, para que possam ser apreciados apropriadamente.

J√° pode ser um bom come√ßo decidir o tema em conjunto – com certeza a turminha vai trazer √≥timas ideias. Debates, vota√ß√Ķes, muita divers√£o (quem sabe um sorteio entre as ideias dos alunos?) e t√° decidido o tema da exposi√ß√£o!

5 brincadeiras para fazer com o que tiver em casa

Ao contr√°rio do que possa dizer o senso comum, a criatividade se expande ainda mais quando encontra restri√ß√Ķes! E, por falar em criatividade aplicada a brincadeiras, quem, afinal, nunca se divertiu improvisando bonecos de sucata ou bolas de futebol com papel amassado e fita adesiva (ou p√©s de meia)?

Materiais para usar na sala de aula

Podemos fazer a exposi√ß√£o na nossa galeria de muitas maneiras! Agora √© o momento de dar uma leve introdu√ß√£o aos pequenos nas principais formas de arte. Vamos dar algumas dicas de materiais voltados principalmente para a pintura e escultura, mas voc√™ pode explorar mais algumas se preferir. 

Pintura

pintura em sala de aula

√Č chegado o momento de liberar a criatividade!
Preto e branco ou colorido, l√°pis de cor ou tinta..
Que tal fazer as pinturas em papéis diferentes?
Ou até mesmo uma colagem?

Dica especial:
utilizando a pintura, que tal usar o Criaventura? Com ele, podemos criar histórias utilizando cartas de personagem, objeto, ação e lugar! Que tal criar uma história utilizando o jogo e depois representar a história em uma bela pintura?

Sugest√Ķes de materiais:

  • L√°pis de cor 
  • Caneta
  • Pap√©is diferenciados 
  • Tesoura sem ponta
  • Cola
  • Materiais para recortar, como jornais e revistas velhas
pintura na sala de aula
pintura em sala de aula

Escultura

escultura em sala de aula

Que tal dividir a turma: metade faz pintura, metade faz escultura? Experimentar o tridimensional com novos materiais pode fazer a criançada explorar e desenvolver novas habilidades.

Dica especial:
para a hora da escultura, pensamos que voc√™ pode utilizar os Imagine-me! Com eles, voc√™ utiliza cartas de cabe√ßa, corpo e pernas para representar personagens fant√°sticos! S√£o milhares de possibilidades – e muitas delas v√£o ficar maravilhosas expostas na galeria de arte! 

Sugest√Ķes de materiais:

  • Sucata
  • Argila
  • Gesso
escultura em sala de aula
escultura na sala de aula

Agora é a sua vez! Aproveite as aulas para fazer essa exposição e deixar as crianças animadas com a galeria ao final dessa proposta! Que tal montar um mini-evento para que os pais possam conferir as artes de todos os alunos e se orgulhar do que seu filho produziu?

N√£o deixe de garantir seu Criaventura e seus Imagine-me!
Eles ser√£o grandes aliados na sua jornada rumo √† galeria de arte! ūüôā

Ah, e mande pra gente seu relato e fotos de como ficou tudo, ok?

Um abraço!
EQUIPE IMAGINE-ME

Fonte: https://blog.elevaplataforma.com.br/arte-na-educacao/

QUIZ: Descubra que tipo de LEITOR VISUAL você é!

Chances são que você já saiba ler e escrever bem a linguagem ESCRITA (até porque, se não, não estaria lendo o que está escrito aqui, não é mesmo? ????).

Mas, voc√™ j√° parou para pensar se voc√™ sabe “ler” e “escrever” bem na linguagem VISUAL? ????

Hoje em dia, com a nossa comunica√ß√£o facilitada pela tecnologia, usar imagens e figuras para transmitir mensagens veio para ficar. Por isso, √© cada vez mais importante conseguirmos nos entender atrav√©s da linguagem visual. ????‚ô†ÔłŹ????????‚ěó????ÔłŹ

E ent√£o, voc√™ acha que sabe “ler” imagens bem? Preparamos esse quiz para ajudar voc√™ a ter uma no√ß√£o melhor de qual √© o seu perfil de leitor visual!

Bom quiz! ????

Queremos um mundo mais criativo, vamos juntos?

A hist√≥ria do Imagine-me come√ßa ainda em 2015, a partir do relato de uma m√£e preocupada com a auto-express√£o do seu filho na escola. Nesse col√©gio, atrav√©s do relato dessa m√£e, soubemos que n√£o era permitido √†s crian√ßas levarem brinquedos de suas casas √† escola durante os per√≠odos de brincadeira. A justificativa era que, se fosse permitido, a escola estaria incentivando o consumismo entre os coleguinhas. Entendemos essa raz√£o, mas, assim como essa m√£e, pensamos… ser√° que n√£o haveria uma maneira de possibilitar essa auto-express√£o da crian√ßa sem trazer junto os aspectos do consumismo? Tem que existir! 

Como podemos permitir que a crian√ßa use seu brinquedo como forma de express√£o e afirma√ß√£o com seus colegas, mas sem o apelo comercial ou consumista? 

Como designers, esse foi o desafio que propusemos a nós mesmos. E foi a partir das várias fontes que consultamos e pessoas da área com quem falamos a partir disso que constatamos o quão importante era trabalharmos para possibilitar ambientes (e não só a escola) em que as crianças possam realmente e autenticamente expressar-se através de brinquedos. Mas não brinquedos já prontos da fábrica, e sim jogos, bonecos e aventuras de sua própria autoria. E esse foi o ponto de surgimento original do que viria a ser o Imagine-me:

Ao invés das crianças consumirem passivamente os heróis e histórias prontos, por que não criar os seus próprios?

Com essa pr√©-solu√ß√£o poss√≠vel ao desafio que hav√≠amos formulado, colocamos nossa criatividade para funcionar. Depois de 6 meses, aplicando o m√©todo de design e contando com a ajuda de muitas pessoas fant√°sticas (entre pedagogos, psic√≥logos e professores), criamos o Imagine-me. Tivemos a campanha de financiamento coletivo para possibilitar a produ√ß√£o das primeiras unidades (isso vai ser uma hist√≥ria para um outro texto), e ent√£o criamos o site, um ano depois lan√ßamos o volume DOIS, um ano depois novamente o volume THREE, e hoje estamos aqui, com site novo e muitos planos para 2020 ūüôā

Mas, voltando √† nossa trajet√≥ria, hoje vemos que todo o desenvolvimento do Imagine-me, naquela √©poca e ainda hoje, baseou-se em 2 princ√≠pios b√°sicos: 

1. Criar!

 “Criatividade √© inventar, experimentar, crescer, correr riscos, quebrar regras, cometer erros, e se divertir.” Mary Lou Cook (1918-atual), educadora estadunidense

Aqui falamos do Criar mesmo, com C mai√ļsculo. √Č o Criar que significa elaborar algo que s√≥ voc√™, com a sua bagagem cultural e modo de ver o mundo, pode fazer. √Č passar para o papel um pouco de quem voc√™ √© e expressar os seus sentimentos e percep√ß√Ķes atrav√©s da arte! 

Criar de verdade também é trilhar o caminho que pareça, a princípio, mais difícil e trabalhoso, mas que se mostra muito mais benéfico ao final. A tentativa e o erro não são acidentes, mas fazem parte do processo.

Criar de verdade tamb√©m √© explorar novas maneiras de ver o mundo, que voc√™ nunca pensou antes. Mais do que a experimenta√ß√£o por si s√≥, a reflex√£o posterior sobre o que voc√™ criou √© uma fonte para conhecer a si e suas rela√ß√Ķes com o mundo.

Esse, para nós, é o criar verdadeiro: um que permite a auto-expressão pela arte, em que criar e aprender são intimamente ligados pela experimentação e pela tentativa e erro, e em que o aprendizado é internalizado pela reflexão!

Mas esse é só um dos princípios do imagine-me, o outro é:

2. Pró-atividade

“Ensinar n√£o √© transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua pr√≥pria produ√ß√£o ou a sua constru√ß√£o.” Paulo Freire (1921-1997), educador brasileiro

Um criar por si s√≥ n√£o basta. Queremos que a atividade seja divertida e um meio para um aprendizado que permane√ßa. Um aprender de verdade requer tanto divertir-se (afinal, ‚Äúcriatividade √© a intelig√™ncia se divertindo‚ÄĚ!) quanto contextualizar o aprendido na sua pr√≥pria vida. E tem algo melhor para isso do que participar ativamente do desenvolvimento desse aprendizado? Quando a crian√ßa se torna parte importante e presente da formata√ß√£o da pr√≥pria brincadeira, coisas fant√°sticas acontecem. Cocriar a brincadeira significa, ao mesmo tempo, tomar as r√©deas da atividade, abrindo amplos horizontes e ensinando muitas responsabilidades!

Criar proativamente tamb√©m envolve ‚Äúbotar a m√£o na massa‚ÄĚ. Queremos que as crian√ßas sejam protagonistas da sua brincadeira e, portanto, do seu aprendizado. As brincadeiras mais significativas n√£o s√£o as que v√™m prontas na tela do celular, mas aquelas que precisam ser tocadas, mexidas, reposicionadas‚Ķ realmente experienciadas, enfim.

Acreditamos que o criar verdadeiro só se realiza quando também for pró-ativo, através de uma atividade que seja divertida, cocriada pela criança e experienciada em primeira mão.

E √© isso ūüėČ

Temos muito claro que criamos o Imagine-me com o propósito de permitir experiências de criação mais abertas, pessoais e, justamente por isso, mais significativas. Acreditamos que a educação do século XXI proporcionará experiências singulares, e vemos o Imagine-me como uma ferramenta para alcançarmos essa visão.

Acreditamos que a brincadeira que se cria √© muito mais do que a brincadeira que se consome ūüôā

Guilherme, Henrique e Pablo

Equipe Imagine-me