A importância dos jogos educativos no ensino que poucos sabem

Os jogos educativos possuem um papel fundamental no aprendizado. Eles elevam o interesse dos alunos e fazem com que a monotonia de um dia a dia de sala de aula seja quebrada. Com isso, os alunos exercitam habilidades cognitivas que jogos comuns (cuja finalidade seja puramente de lazer) não são capazes! Pra ilustrar, olha a história da professora Ana:

Essa é a profa. Ana

A professora Ana decidiu incorporar jogos educativos em sua prática diária na sala de aula. Ela selecionou jogos que complementassem o conteúdo curricular, como jogos de matemática para aprender as operações básicas e jogos de história para ajudar na memorização de datas importantes. 

Ana notou que os alunos estavam mais engajados e participativos nas atividades com jogos, além de terem uma maior compreensão dos assuntos. Ela também observou que os alunos estavam mais dispostos a colaborar e a trabalhar em equipe durante os jogos. A prática de Ana com jogos educativos mostrou-se eficaz no aprendizado dos alunos e na melhoria do ambiente escolar.

Esse relato serve para afirmar: os jogos educativos são uma ótima maneira de tornar o aprendizado mais divertido e engajador, proporcionando momentos ideais para construir as habilidades de vida. É importante, no entanto, destacar que o papel do professor é fundamental para garantir que os jogos sejam aproveitados da melhor forma pelos alunos. Neste texto, discutiremos mais sobre a função do professor-facilitador nos jogos educativos e como eles podem contribuir para o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças.

A função do professor-facilitador

O professor tem extrema importância na escolha e utilização dos jogos. Isso porque cada jogo traz benefícios diferentes. Cada professor tem uma abordagem e, por isso, vai fazer melhor uso de jogos específicos.

Um jogo de dados pode ser utilizado para aprender a matemática unicamente por causa dos números, por exemplo. Também, pode ser utilizado para jogar General, assim usando as combinações de dados para trabalhar probabilidades ou estratégia, que tal?

É importante destacar que os jogos didáticos treinam o desenvolvimento das operações cognitivas necessárias na atividade escolar, mas não permitem uma aprendizagem direta. (…) Cabe ao professor propiciar a interação entre os alunos favorecendo o crescimento pessoal de cada um.

Fonte: Criatividade e Jogos Didáticos 

jogos educativos com dados
Jogos de dados podem ser surpreendentemente efetivos como práticas pedagógicas!

Como falamos em um post anterior, os benefícios de utilizar brincadeiras em sala de aula são inúmeros:

  • trabalhar a imaginação da criança;
  • desenvolver a coordenação motora;
  • estimular o raciocínio;
  • ajudar na comunicação com os colegas;
  • colaborar com a memorização;
  • desenvolver o interesse pela leitura.

A maioria dos jogos educativos permite que os benefícios sejam aproveitados com uma certa liberdade por parte dos jogadores, mas eles são melhores aproveitados quando há a facilitação do professor junto aos pequenos jogadores. 

Há de se entender que facilitar não é interferir demais, pois isso pode prejudicar a ludicidade do jogo. “Se o aluno for obrigado a jogar por exigência do professor, o aluno fica contrariado; se as regras não forem bem entendidas pelos alunos, eles ficam desorientados.” A percepção disso por parte do professor, durante a aplicação do jogo, é fundamental para que os resultados sejam atingidos.

criança brincando com jogo educativo
A liberdade no jogo é importante, mas a facilitação em alguns casos é imprescindível.

Motivação e atenção

Devido a dinâmica dos jogos, os alunos precisam estar atentos por longos períodos, e um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Wisconsin nos Estados Unidos, descobriu que os jogos realmente beneficiam os alunos, ajudando-os a moldar sua atenção e treinando o cérebro em como aprender.

Outro estudo, no Reino Unido, mostra que as atividades com jogos em sala de aula aumentam a motivação geral dos alunos, fazendo com que estejam mais motivados a prestar mais atenção, ser mais participativos e ser mais pró-ativos nas atividades. Importante destacar que este resultado só é possível se o aprendizado for a parte lúdica e não apenas um adendo à atividade. 

E a criança aprende o que com isso?

Em um primeiro momento, a criança precisa aproveitar o jogo. Sim, o objetivo ao utilizar um jogo educativo é aprender alguma coisa, mas ser feliz brincando e aproveitando os pequenos prazeres do jogo é imprescindível.

Nem sempre a criança vai ser a vencedora e em algum momento vai perder. Aliás, perder faz parte do processo. Segundo ORSO (1999), citado neste artigo aqui, “A criança precisa ser alguém que joga para que, mais tarde, saiba ser alguém que age, convivendo sadiamente com as regras do jogo da vida. Saber ganhar e perder deveria acompanhar a todos sempre.”

Também, durante essa gangorra de ‘vitórias e derrotas’ nos jogos, a criança aprende a lidar com suas emoções. Frustrada com a derrota, triste com a oportunidade perdida de ganhar, feliz e empolgada com a possibilidade da vitória.. Tudo isso vai criando uma ‘casca emocional’ aos poucos. 

emoções e infância
Um carrossel de emoções

Em resumo, os jogos educativos são uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças. Além de lúdicos, quando usados pedagogicamente auxiliam no aprendizado de inúmeros conhecimentos e contribuem para que, no futuro, a criança possa ser um adulto capaz de ganhar, perder e se divertir. Sim, porque nem sempre vamos ganhar – mas devemos sempre nos divertir! 😉

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Um abraço!
EQUIPE IMAGINE-ME

Habilidades de vida: a importância no ensino

Habilidades de vida no ensino

O ensino está mudando!

E isso não é de hoje.

Muito provavelmente você já deve ter notado essa tendência: cada vez mais escolas conteplam dinâmicas pontuais (ou mesmo disciplinas inteiras!) de temas como empreendedorismo e orientação vocacional, civilidade e cidadania, relacionamento interpessoal, tecnologia e inovação…Ou seja: estamos em um momento em que a escola está se voltando para a vida prática!

E isso é uma ótima notícia!

Claro, não devemos abandonar completamente a formação teórica, mas formar para a aplicação prática de toda essa teoria é um complemento que veio para ficar e potencializar.

Não há mais espaço para uma educação que forme “robôs” padronizados!

Tanto que isso que se observa hoje é a culminação de uma onda que vem de muito tempo. Já em 1997 (25 anos atrás!!!!) se pensava, seriamente, sobre o conceito de habilidades de vida.

E é sobre isso que vamos falar hoje! Vem com a gente:

Habilidades de vida: as habilidades para a vida real

As pesquisadoras em Psicologia Natália Cunha, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e Marisa Cosenza Rodrigues, da PUC-Campinas, em seu artigo “O desenvolvimento de competências psicossociais como fator de proteção ao desenvolvimento infantil” definem as habilidades de vida como competências para uma adaptação saudável à realidade.

E é justamente essa ideia de educar para a realidade que as torna tão relevantes para os dias de hoje. Afinal, as habilidades de vida são um conjunto de conhecimentos e habilidades (ou seja, competências) que tem como objetivo justamente ajudar a nos adaptarmos a um mundo frenético, em que a realidade muda cada vez mais rápido.

Um jeito fácil de ver como a realidade muda cada vez mais depressa é olhar para o ritmo da tecnologia: o tempo para a adoção de novas tecnologias tem ficado exponencialmente mais curto. Veja como as curvas ficam cada vez mais íngremes no gráfico.

Nesse mundo corrido, em que enfrenta-se progressivamente mais e inéditas demandas, a resiliência que as habilidades de vida proporiona é nada menos do que essencial!

Mais resilitentes, lidamos melhor com os crescentes conflitos que as mudanças constantes causam no nosso dia-a-dia. E, no fim das contas, nos tornamos mais cuidadosos com a nossa própria saúde (física e mental).

As 10 habilidades de vida

Fique tranquilo(a): não é uma lista tão estensa assim!

Abaixo listamos as 10 habilidades de vida, segundo definidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde, órgão da ONU). Confira:

Autoconhecimento

É importante que cada um tenha conhecimento de suas capacidades, habilidades e seus limites. Antes de conhecer o outro, a gente precisa entender e respeitar a si mesmo.

Relacionamento interpessoal

A habilidade de se relacionar! Seja fazer uma amizade, acabar um relacionamento.. todo contato com o próximo envolve relações! Assim, respeitando a si mesmo e ao outro, podemos trabalhar questões como preconceitos e outras diferenças que podem trazer dificuldades de relacionamento.

Empatia

A capacidade de colocar-se no lugar do outro. Ao fazer isso, a gente entende as motivações e dificuldades que o outro está passando – e podemos ajuda-lo de maneira mais assertiva, melhorando relacionamentos, por exemplo.

Lidar com os sentimentos

Reconhecer as emoções, em si mesmo e no outro. O quanto essas emoções influenciam na minha relação com o próximo? Se não consigo identificar e lidar com os sentimentos, é possível que isso vá gerar problemas.

Lidar com o estresse

Temos que reconhecer as fontes de estresse e pensar em ações para reduzi-lo ou elimina-lo. Tudo aquilo que nos desequilibra ou ameaça nosso bem-estar, pode apresentar um desgaste ao nosso organismo. 

Comunicação eficaz

Você pode ter autoconhecimento, lidar com suas emoções.. mas precisa saber expressar suas opiniões, necessidades e desejos de maneira clara! Mais do que falar, a comunicação compreende o entender por parte do receptor da mensagem.

Pensamento crítico

A capacidade de analisar informações ou situações de diferentes ângulos: pontos positivos, pontos negativos, questionar! Tudo contribui para que tenhamos opiniões mais consistentes, para que sejamos mais flexíveis e façamos escolhas mais responsáveis.

Pensamento criativo

Explorar alternativas disponíveis! Como resolver problemas de maneira rápida e eficaz – sem medo de errar e parecer ridículo ao expor suas ideias? No dia-a-dia, isso ajuda a encontrar alternativas diferentes das habituais para resolver problemas triviais.

Tomada de decisão

A capacidade de analisar riscos, fatores e consequências de uma ação. Estimula a responsabilidade e a criação de critérios, para evitar sentimentos como culpa ou arrependimento ao tomar alguma decisão.

Resolução de problemas

Assim como o pensamento criativo, é a habilidade de enfrentar situações adversas utilizando capacidades pessoais. Ao exercitar isso, aprende-se que resolver problemas está associado a um método, e não sorte ou intuição.

Como aplicar habilidades de vida, na sua vida

Tá, mas e na prática?

Afinal, se as habilidades de vida tem esse viés tão voltado para sua aplicabilidade no nosso cotidiano, como podemos trabalhá-las, objetivamente, no dia-a-dia?

Não por coincidência, muitas das habilidades de vida são trabalhadas, de forma lúdica (às vezes sem nem perceber!), em jogos da Imagine-me:

O Imagine-me ZERO fomenta a habilidade de vida de relacionamento interpessoal, ao jogar em grupo!

Veja, ao lado, como ele faz isso 👉

Já o Imagine-me DOIS trabalha a empatia e inteligência emocional: ou seja, a habilidade de vida de lidar com os sentimentos!

Descubra como ao lado 👉

O Criaventura fomenta os pensamentos crítico e criativo com sua dinâmica de fazer sentido de elementos muito diferentes entre si para desenvolver histórias criativas!

Conheça os vááários jeitos de aplicar 👉

E você, já trabalha com as habilidades de vida no seu dia a dia?

Conta pra gente nos comentários!
EQUIPE IMAGINE-ME